• Rafael de Angeli

Apple Watch ultrapassa a marca de 100 milhões de usuários em todo o mundo

Além da marca histórica, cerca de 10% dos usuários de iPhone em todo o mundo usavam um Apple Watch até o final de 2020.


Mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo agora possuem um Apple Watch, um marco de adoção que a Apple ultrapassou em dezembro de 2020, de acordo com números estimados compilados por Neil Cybart, da Avalon.


A Maçã lançou seu smartwatch em abril de 2015. Desde então, a análise de Cybart sugere que a trajetória de crescimento da base de usuários do dispositivo não tem sido constante e nem estável, com 30 milhões de novas pessoas que começaram a usar um Apple Watch em 2020 quase excedendo a taxa de adoção de usuários ao longo de 2015 a 2017.


Cybart também analisou o Apple Watch como uma porcentagem da base de usuários do iPhone, que considerou um bom indicador para o tamanho do mercado potencial do iDevice, dado que um iPhone é necessário para usar o relógio (com algumas exceções, como a Configuração Familiar). Com base em seus dados, Cybart acredita que cerca de 10% dos usuários de iPhone em todo o mundo usavam um Apple Watch até o final de 2020.



Cybart também analisou a adoção do Apple Watch especificamente nos Estados Unidos:

"Desde que os EUA são um reduto do Apple Watch há anos, a adoção no país tende a ser materialmente alta em comparação com números globais. No final de 2020, aproximadamente 35% dos usuários de iPhone nos EUA estavam usando um Apple Watch. Esta é uma taxa de adoção surpreendentemente forte que deve servir como um alerta para os concorrentes da Apple interessados no espaço dos wearables. O Apple Watch transformou a Fitbit, de um nome conhecido como líder da indústria de wearables, em uma empresa que será vista como um asterisco quando a história dos wearables for recontada para as gerações futuras".

No geral, Cybart acredita que os números mostram que o Apple Watch é a quarta maior base instalada da Apple, atrás do iPhone, iPad e Mac, e na atual trajetória de vendas, superará a base instalada do Mac em 2022.



Olhando mais adiante, Neil Cybart acredita que "não há nada que impeça uma adoção muito maior ao longo do tempo" e prevê que, se apenas 35% dos usuários de iPhones em todo o mundo um dia usarem um Apple Watch - a mesma porcentagem de adoção encontrada nos EUA - a base instalada do relógio inteligente da Maçã excederia 350 milhões de pessoas, sendo duas vezes e meia maior do que a base de usuários atual.


Cybart sugere que o Apple Watch poderia fazer ainda mais progressos se a Apple o abrisse para usuários de Android, e sugere que as funções futuras do dispositivo na linha de produtos podem incluir autenticação de identidade expandida além dos Macs e, mais recentemente, iPhones; avanços no monitoramento da saúde; e como um local ideal no corpo para descarregar recursos vinculados a tecnologias baseadas no rosto, como óculos inteligentes. Rumores apontam que dois headsets de realidade aumentada e virtual devem ser lançados pela gigante de Cupertino em breve, incluindo o tão esperado “Apple Glass”.


A Apple nunca divulgou números oficiais de vendas do Apple Watch e, em vez disso, agrupa o dispositivo em sua categoria Vestíveis, Casa e Acessórios (anteriormente conhecida como a categoria "Outros"), que também inclui o HomePod e todos os modelos de AirPods, incluindo os AirPods Max.


No entanto, com base no mais recente relatório de ganhos da Apple, a categoria trouxe receita recorde no primeiro trimestre fiscal de 2021 (quarto trimestre civil), atingindo US$ 12,97 bilhões, acima dos US$ 10 bilhões no trimestre do ano passado, refletindo um crescimento de 30%.



Fontes: Avalon e MacRumors

16/02/2021 - 22h20