• Rafael de Angeli

Xiaomi promete 'guerra de vida ou morte' contra a Apple para se tornar a maior marca de smartphones

A Xiaomi pretende intensificar seu desafio à Apple para se tornar a maior marca de smartphones do mundo, de acordo com o site South China Morning Post.


O fundador e executivo-chefe da Xiaomi, Lei Jun, disse, na plataforma de mídia social chinesa Weibo, que a empresa se concentrará especificamente no segmento de ponta do mercado global de smartphones em um esforço para rivalizar diretamente com a Apple, tentando preencher o vazio deixado pela Huawei. A Huawei era, anteriormente, a maior fornecedora de smartphones da China antes de ser forçada a sair do mercado dos EUA. Lei Jun explicou que a Xiaomi pretende se tornar a maior fornecedora de smartphones do mundo dentro de três anos.


"[Nós pretendemos] comparar totalmente com a Apple em [termos de] produto e experiência, e nos tornar a maior marca de ponta da China nos próximos três anos", acrescentou Lei. Ele passou a descrever a concorrência com a Apple no segmento de smartphones de última geração como "uma guerra de vida ou morte" que a Xiaomi deve superar.

No quarto trimestre de 2021, a Apple ultrapassou a Vivo e se tornou a principal marca de smartphones na China pela primeira vez em seis anos. Simultaneamente, a Maçã se tornou a principal fornecedora de smartphones do mundo, com um em cada cinco smartphones vendidos sendo um iPhone.


Como muitas empresas, a Xiaomi enfrentou problemas na cadeia de suprimentos nos últimos dois anos, o que prejudicou sua expansão. No entanto, no segundo trimestre de 2021, as vendas de ‌iPhones‌ foram brevemente superadas pela Xiaomi pela primeira vez.


A Xiaomi supostamente pretende atrair mais clientes, distinguindo-se de outras grandes marcas chinesas de smartphones Android que também visam ao lucrativo segmento high-end da Apple, concentrando-se na experiência do usuário. Isso envolverá a abertura de 20.000 novas lojas de varejo na China nos próximos três anos, somando-se às mais de 10.000 lojas que atualmente operam no país. A empresa também investirá quase US$ 16 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos próximos cinco anos.



Fontes: South China Morning Post e MacRumors

13/2/2022 - 0h31