• Rafael de Angeli

União Europeia quer o retorno das baterias removíveis nos smartphones

O Parlamento Europeu se manifestou a favor do retorno das baterias removíveis nos smartphones. De acordo com a Right to Repair, uma coligação de organizações europeias focada no tema do reparo, a instituição votou a favor de baterias removíveis e facilmente substituíveis.

Imagem: Reprodução/iFixit

A posição adotada pelos deputados visa a prolongar a vida útil dos produtos eletrônicos vendidos no mercado. A União Europeia (UE), em 2020, já havia considerado forçar os fabricantes a retornar às baterias removíveis. Um projeto de lei foi então desenvolvido pela instituição, com o objetivo declarado de reduzir a quantidade de lixo eletrônico. Em 2021, outro assunto também foi pauta na Europa: adotar o padrão USB-C em todos os smartphones.


Em um relatório, o Parlamento recomenda que "a bateria de todos os dispositivos eletrônicos de consumo e meios de transporte leves" seja facilmente substituível. A decisão da instituição não diz respeito apenas ao setor de telefonia móvel.


"Como as baterias de lítio são encontradas em tudo, desde smartphones a scooters, carros elétricos e armazenamento de energia para redes inteligentes, garantir que possam ser removidas e substituídas quando falharem é absolutamente essencial para garantir que os produtos durem mais e evitar desperdícios desnecessários".

Como aponta a Right to Repair, a recomendação do Parlamento Europeu ainda está longe de ser implementada. Para transformar este relatório em legislação, o Parlamento terá que negociar com o Conselho Europeu, instituição que reúne os Chefes de Estado ou de Governo dos 27 Estados-Membros da UE.


"O relatório do Parlamento também diz que as baterias para eletrônicos de consumo devem estar disponíveis como peças de reposição por um período mínimo de 10 anos após o último modelo estar disponível no mercado".


"Se as negociações correrem bem, o acordo poderá ser aprovado em 2022", observa a Right to Repair. Se for aprovado, a entrada em vigor da medida ocorrerá em 1º de janeiro de 2024. O Parlamento planeja dar de 12 a 24 meses para os fabricantes cumprirem a legislação.


"A decisão final sobre a posição do Conselho deve ocorrer durante o Conselho de Meio Ambiente no dia 17 de março".

Faz um bom tempo que os smartphones são lançados com baterias embutidas. Há alguns anos, no entanto, o mercado estava cheio de telefones celulares com baterias destacáveis. Para substitui-la, bastava abrir uma tampa no dispositivo. A manipulação era acessível a qualquer pessoa. A tendência de smartphones cada vez mais finos obrigou as marcas a abandonarem a bateria removível. Hoje em dia, quase não existem telefones que tenham uma bateria que não faça parte diretamente de sua estrutura.



Fonte: GizChina

18/3/2022 - 0h44