• Rafael de Angeli

Apple pagará US$ 3,4 milhões no Chile em processo por obsolescência programada

A Maçã pagará US$ 3,4 milhões (aproximadamente R$ 19 milhões) aos chilenos para resolver um processo que acusa a empresa de programar uma vida útil limitada em alguns de seus produtos para forçar os consumidores a fazerem upgrades.


150.000 proprietários de iPhones 6, 6 Plus, 6s, 6s Plus, 7, 7 Plus e SE (primeira geração) processaram a Maçã pelo mesmo problema de "desaceleração do iPhone" que a gigante de Cupertino luta desde 2017. Consumidores registrados no Chile podem obter no máximo US$ 50 cada.


Em 2017, a Apple lançou o iOS 10.2.1 com um recurso que limitava o desempenho de iPhones mais antigos com baterias fracas para evitar desligamentos do dispositivo em horários de pico de uso. A gigante de Cupertino não deixou claro que suavizar esses desligamentos exigiria que o desempenho do dispositivo fosse reduzido, o que levou a uma preocupação significativa do consumidor e a uma série de processos que a empresa ainda está lidando.


A atualização do iOS 10.2.1 e as atualizações subsequentes que introduziram medidas para preservar a vida da bateria têm como objetivo fazer com que os iPhones durem o máximo possível, mesmo quando a saúde da bateria diminui, mas a Apple teve dificuldade em convencer o mundo de que não está prejudicando os iPhones para fazer as pessoas gastarem mais dinheiro.


A Apple ofereceu um programa mundial de substituição de bateria com valores acessíveis para dispositivos com baterias danificadas e também introduziu novos recursos de integridade da bateria no iOS.


A empresa também enfrentou processos semelhantes na Bélgica, Espanha, Itália e Portugal e já resolveu uma ação coletiva nos Estados Unidos, gastando entre US$ 310 e US$ 500 milhões, e uma investigação estadual sobre o "estrangulamento" (redução de velocidade dos iPhones), que custou US$ 113 milhões.



Fonte: MacRumors

11/04/2021 - 1h10