• Rafael de Angeli

Apple assume compromisso de neutralizar toda a emissão de carbono até 2030

A empresa, que já neutralizou sua emissão corporativa de carbono em todo o mundo, planeja zerar completamente sua pegada de carbono 20 anos antes do estabelecido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

O parque eólico Montague, em Oregon, é um dos maiores projetos da Apple, com 200 megawatts, e fornece eletricidade para o centro de dados da Apple em Prineville.

A Apple anunciou seu plano de neutralizar a emissão de carbono de toda sua operação, cadeia de produção e ciclo de vida dos produtos até 2030. A empresa já alcançou a neutralidade na emissão de carbono em suas operações corporativas ao redor do mundo e, com este novo compromisso, até 2030 zerará o impacto climático líquido de todos os aparelhos Apple comercializados.


Tim Cook, CEO da Apple:

“A indústria tem uma grande oportunidade de ajudar na construção de um futuro sustentável, fruto do compromisso comum com o planeta que compartilhamos. As inovações por trás do nosso esforço ambiental não são boas apenas para o planeta — elas nos ajudaram a fazer produtos mais eficientes no consumo energético e a implementar novas fontes de energia limpa no mundo todo. O combate às mudanças climáticas pode ser a base para uma nova era de inovação, criação de empregos e crescimento econômico de longo prazo. Com nosso compromisso com a neutralidade de carbono, esperamos iniciar uma onda muito maior de mudanças”.


A Maçã está detalhando sua estratégia de neutralidade de carbono com um plano para outras empresas, à medida que indústrias buscam reduzir seu impacto nas mudanças climáticas. No Relatório de Acompanhamento Ambiental de 2020, publicado ontem, a Apple detalha o plano de reduzir suas emissões em 75% até 2030 e desenvolver soluções inovadoras de extração dos 25% restantes de toda sua pegada de carbono.


Mais de 80% da energia renovável que a Apple utiliza vêm de projetos criados pela própria empresa.

Para fomentar essas e outras iniciativas, a gigante de Cupertino está colocando em prática um acelerador de impacto com foco em investimentos em empresas de propriedade de grupos minoritários. Eles geram resultados positivos em sua cadeia de fornecimento e nas comunidades que são afetadas desproporcionalmente pelos fenômenos ambientais. O acelerador é parte da Iniciativa pela Equidade e Justiça Racial, esforço de US$ 100 milhões recentemente anunciado pela Apple com foco na educação, igualdade econômica e reforma do direito penal.


Leia também:

- Tim Cook anuncia iniciativa de US$ 100 milhões para equidade e justiça racial


Lisa Jackson, vice-presidente de Meio Ambiente, Políticas e Iniciativas Sociais da Apple:

“Estamos orgulhosos do nosso esforço em prol do meio ambiente e da ambiciosa estratégia que definimos para o futuro. O racismo sistêmico e a mudança climática não são questões isoladas nem serão resolvidos com soluções isoladas. Temos a oportunidade de ajudar a criar uma economia mais verde e justa, de desenvolver indústrias completamente novas, com o objetivo de oferecer à próxima geração um planeta que possam chamar de lar”.


Estratégia climática da Apple


A estratégia de 10 anos da Apple reduzirá emissões com uma série de ações inovadoras, incluindo:


Estrutura de produto de baixo carbono: a empresa continuará a aumentar o uso de materiais reciclados e de baixo carbono em seus produtos, inovar na reciclagem de produtos e desenvolver produtos com a maior eficiência energética possível.


  • A mais nova inovação da Apple em reciclagem — um robô apelidado de “Dave” — desmonta o Taptic Engine do iPhone para melhor recuperar materiais valiosos, como magnetos de terras raras e tungstênio, além de permitir a extração de aço, a próxima etapa após a linha de robôs “Daisy” de desmontagem de iPhone.

  • O Laboratório de Recuperação de Materiais da empresa em Austin, Texas, dedicado à tecnologia de reciclagem de eletrônicos, agora funciona em parceria com a Universidade Carnegie Mellon para desenvolver soluções mais amplas de engenharia.

  • Todos os aparelhos iPhone, iPad, Mac e Apple Watch lançados no último ano são feitos com materiais reciclados, incluindo metais de terras raras 100% reciclados no Taptic Engine do iPhone — algo inédito para a Apple e para os smartphones.

  • Por meio de inovações no desenvolvimento e uso de materiais reciclados em seus produtos, a Apple reduziu sua pegada de carbono em 4,3 milhões de toneladas em 2019. Nos últimos 11 anos, a empresa diminuiu em 73% o consumo médio de eletricidade necessária para a fabricação de produtos.


Expansão da eficiência energética: a Apple identificará novas formas de reduzir o uso de energia em suas unidades corporativas e apoiará sua cadeia de fornecimento nessa transição.


  • Por meio de uma nova parceria com a Maçã, o Fundo Verde EUA-China investirá US$ 100 milhões em projetos de eficiência energética acelerada para os fornecedores da Apple.

  • O número de fornecedores que participam do Supplier Energy Efficiency Program da empresa aumentou para 92 em 2019. Essas instalações evitaram a emissão de mais de 779 mil toneladas de carbono por ano.

  • No ano passado, a Apple investiu em melhor eficiência energética para mais de 5,9 milhões de metros quadrados de edifícios novos e antigos, diminuindo a demanda por eletricidade em aproximadamente 20% e resultando numa economia de US$ 27 milhões para a empresa.


Por meio de um fundo de investimento como nenhum outro, a Apple e 10 de seus fornecedores na China estão investindo cerca de US$ 300 milhões no desenvolvimento de projetos, totalizando 1 gigawatt de energia renovável.

Energia renovável: a Apple continuará consumindo 100% de energia renovável em suas operações — com foco na criação de novos projetos e na migração de toda sua cadeia de fornecimento à energia limpa.


  • A empresa agora tem o compromisso de mais de 70 de seus fornecedores em usar 100% de energia renovável na fabricação de produtos Apple — o equivalente a quase 8 gigawatts. Uma vez alcançado, esse compromisso terá evitado mais de 14,3 milhões de toneladas de CO2e por ano — o equivalente a tirar mais de 3 milhões de carros de circulação todos os anos.

  • Projetos novos e concluídos anunciados ontem em Arizona, Oregon e Illinois levam a capacidade renovável da Apple em suas operações corporativas e mais de 1 gigawatt — o equivalente a fornecer energia a mais de 150 mil lares por ano. Mais de 80% da energia renovável utilizada pela Maçã em suas unidades agora vêm de projetos criados pela empresa, beneficiando comunidades e outros empreendimentos.

  • A Apple está lançando um dos maiores sistemas de painéis solares na Escandinávia, além de dois novos projetos de fornecimento de energia para comunidades desassistidas nas Filipinas e na Tailândia.


Desde 2014, todos os centros de dados da Apple contam com 100% de energia renovável.

Inovações em processos e materiais: A Apple manejará as emissões por meio de avanços tecnológicos nos processos e materiais necessários para seus produtos.

  • A empresa está apoiando o desenvolvimento do primeiro processo de fusão de alumínio livre de carbono direto por meio de investimentos e colaboração com dois dos seus fornecedores do minério.

  • Hoje a empresa anunciou que o primeiro lote de alumínio de baixo carbono está sendo usado na produção destinada ao MacBook Pro de 16 polegadas.

  • Por meio de parcerias com seus fornecedores, a Apple reduziu as emissões de gases fluorados em mais de 242 mil toneladas em 2019. Esses gases são usados na fabricação de alguns componentes eletrônicos destinados ao consumidor e podem contribuir com o aquecimento global.


A Apple apoiou o desenvolvimento de um método de produção de alumínio que libera oxigênio em vez de gases causadores do efeito estufa durante o processo de fusão.

Extração de carbono: a Apple está investindo em florestas e outras soluções naturais ao redor do mundo para remover carbono da atmosfera.

  • A gigante de Cupertino anunciou ontem um fundo inédito de desenvolvimento de soluções para carbono para investir na restauração e proteção de florestas e ecossistemas naturais em todo o planeta.

  • Em parceria com a Conservação Internacional, a companhia investirá em novos projetos e usará descobertas de trabalhos anteriores na restauração de savanas degradadas no Quênia e manguezais essenciais na Colômbia. Mangues não apenas protegem áreas costeiras e oferecem sustento para as comunidades onde estão localizados, mas também armazenam até 10 vezes mais carbono que florestas terrestres.

  • Por meio do seu trabalho com os fundos The Conservation Fund e World Wildlife Fund e a Conservação Internacional, a empresa colaborou na proteção e melhoria na gestão de mais de um milhão de acres de florestas e soluções climáticas naturais na China, EUA, Colômbia e Quênia.


Em uma parceria com a Conservação Internacional, a Apple está restaurando savanas degradadas na região de Chyulu Hills, no Quênia.

A Apple atua junto a governos, empresas, ONGs e consumidores ao redor do mundo para fomentar políticas que fortalecem proteções ambientais e a transição à energia limpa. Isso é vital para a empresa na ação global de combate às mudanças climáticas.


A Apple também está formando parceria com a Conservação Internacional para proteger e restaurar um manguezal de 27 mil acres na Colômbia. Os mangues podem armazenar até 10 vezes mais carbono que florestas terrestres.

O plano completo da companhia e como avalia sua pegada de carbono podem ser encontrados no Relatório de Acompanhamento Ambiental de 2020, disponível em apple.com/br/environment.


O progresso dos fornecedores em seus compromissos está em apple.com/environment/pdf/Apple_Supplier_Clean_Energy_Program_Update_2020.pdf.




Fonte: Apple 22/07/2020 - 4h25

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