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Mercado global de smartphones cresce 2% em 2025 e Apple retoma liderança isolada

  • Foto do escritor: Eduardo Galiani
    Eduardo Galiani
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Crescimento tímido das vendas globais reflete recuperação gradual do setor, enquanto a Apple se beneficia do segmento premium e de um ciclo de substituição adiado para voltar ao topo sozinha.


Logo da Apple em uma estrada

O mercado global de smartphones encerrou 2025 com um crescimento de 2% nas vendas em comparação com o ano anterior, sinalizando uma recuperação moderada após um longo período de retração e estagnação. Segundo dados da Counterpoint Research, o avanço foi sustentado principalmente pela retomada do consumo em mercados emergentes, pela maior disponibilidade de crédito ao consumidor e por um movimento gradual de troca de aparelhos que havia sido postergado desde os anos mais críticos da pandemia.


Dentro desse cenário de crescimento contido, a gigante de Cupertino voltou a se destacar ao reassumir, de forma isolada, a liderança do mercado global de smartphones. A empresa alcançou aproximadamente 20% de participação nas vendas globais em 2025, superando a Samsung, que ficou logo atrás, com cerca de 19%. O resultado marca uma reversão em relação a 2024, quando as duas empresas haviam encerrado o ano tecnicamente empatadas na liderança.


O desempenho da Maçã foi impulsionado por uma combinação de fatores estratégicos e conjunturais. A boa recepção da nova geração do iPhone, especialmente no último trimestre do ano, teve papel decisivo, assim como a manutenção de vendas consistentes de modelos anteriores em mercados como Índia, Japão e países do Sudeste Asiático. Além disso, a empresa conseguiu se beneficiar de um ciclo de substituição mais forte no segmento premium, onde consumidores com maior poder aquisitivo mostraram maior disposição para atualizar seus dispositivos.


A Samsung, embora tenha mantido volumes elevados e uma presença global robusta, enfrentou um ambiente mais competitivo, sobretudo no segmento intermediário, onde marcas chinesas seguem exercendo forte pressão. Ainda assim, a empresa sul-coreana apresentou crescimento moderado, apoiado principalmente em linhas como a Galaxy A e em mercados sensíveis a preço. A Xiaomi manteve a terceira posição global, com participação em torno de 13%, sustentada por sua forte atuação em mercados emergentes e por uma estratégia agressiva de custo-benefício.


Gráfico
Imagem: Reprodução/Counterpoint

De forma geral, o desempenho do setor em 2025 evidencia uma mudança gradual no perfil do mercado. Embora o crescimento total tenha sido limitado, há uma clara valorização de aparelhos intermediários e premium, muitos deles já com 5G como padrão, ao mesmo tempo em que o segmento de entrada enfrenta margens mais apertadas e maior competição. Essa segmentação tem favorecido empresas com ecossistemas consolidados e maior fidelização de usuários, como é o caso da Apple.


Para 2026, no entanto, as perspectivas permanecem cautelosas. Analistas apontam riscos relacionados ao aumento do custo de componentes, especialmente memórias e chips, além de possíveis ajustes na cadeia de suprimentos globais, cada vez mais pressionadas pela demanda de setores como inteligência artificial e data centers. Esses fatores podem limitar o ritmo de crescimento do mercado e reforçar um cenário de expansão lenta, no qual ganhos de participação dependerão mais de estratégia e posicionamento do que de um crescimento expressivo da demanda global.



Fonte: Counterpoint

2/2/2026 - 1h02

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