União Europeia exigirá baterias removíveis em smartphones e tablets a partir de 2027, mas iPhones podem 'escapar' da regra
- Eduardo Galiani

- há 20 horas
- 2 min de leitura
Nova regulamentação europeia busca ampliar a vida útil dos dispositivos eletrônicos e facilitar reparos, mas fabricantes como a Apple podem se beneficiar de exceções previstas na lei.

A União Europeia confirmou que, a partir de fevereiro de 2027, smartphones, tablets e diversos outros eletrônicos vendidos no bloco deverão contar com baterias “facilmente removíveis e substituíveis” pelos próprios usuários. A medida faz parte da nova regulamentação europeia voltada à sustentabilidade, redução de lixo eletrônico e fortalecimento do chamado “direito ao reparo”.
A nova legislação não significa necessariamente o retorno dos antigos celulares com tampas traseiras removíveis. O texto da regra determina apenas que a bateria possa ser retirada sem o uso de ferramentas especializadas — ou, caso sejam necessárias, que essas ferramentas sejam fornecidas gratuitamente junto ao produto.
Além de smartphones e tablets, a exigência também deverá atingir dispositivos como consoles portáteis, óculos inteligentes e outros eletrônicos com baterias integradas. A iniciativa busca aumentar a vida útil dos aparelhos e facilitar reparos domésticos, reduzindo a necessidade de troca completa do dispositivo quando a bateria perde capacidade.

Apesar disso, a regulamentação prevê uma exceção importante: aparelhos cujas baterias mantenham pelo menos 80% da capacidade original após mil ciclos de carga podem ficar dispensados da obrigação. Segundo relatos citados por veículos internacionais, modelos da Apple a partir do iPhone 15 já atenderiam esse requisito, o que pode permitir à empresa manter o design atual de seus aparelhos.
Mesmo antes da entrada oficial da regra em vigor, fabricantes já estariam se preparando para mudanças no design de seus produtos. Há relatos de que a Maçã testa novos sistemas de adesivo para facilitar a remoção de baterias, enquanto outras empresas estudam adaptações estruturais para manter resistência à água sem comprometer a reparabilidade.
Com a nova regulamentação, a União Europeia reforça sua posição como uma das principais forças globais na pressão por produtos mais sustentáveis e fáceis de reparar. Embora ainda existam dúvidas sobre como as fabricantes irão adaptar seus dispositivos sem comprometer design, resistência à água e espessura dos aparelhos, a mudança pode representar um passo importante para consumidores que há anos criticam a dificuldade — e o alto custo — de substituir baterias em celulares e tablets modernos.
Fontes: TechRadar e TheOlivePress.
7/5/2026 - 16h55




Comentários