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  • Foto do escritorRafael de Angeli

Apple é processada por viés racial no sensor de oxigênio no sangue do Apple Watch

Uma nova ação coletiva contra a Apple alega que o sensor de oxigênio no sangue do Apple Watch é racialmente tendencioso contra pessoas com tons de pele escuros.


Alex Morales, autor do processo, afirma que comprou um Apple Watch entre 2020 e 2021 sabendo que o dispositivo tinha recursos de oximetria de pulso e acreditando que fazia a medição independentemente do tom de pele.


"Durante décadas, houve relatos de que tais dispositivos eram significativamente menos precisos na medição dos níveis de oxigênio no sangue com base na cor da pele", alega o processo. "O 'significado do mundo real' desse viés não foi abordado até o meio da pandemia de coronavírus, que convergiu com uma maior consciência do racismo estrutural que existe em muitos aspectos da sociedade".

O processo também afirma que os pesquisadores "confirmaram o significado clínico do viés racial da oximetria de pulso usando registros de pacientes obtidos durante e antes da pandemia".


Como resultado, "a confiança na oximetria de pulso para triagem de pacientes e ajuste dos níveis de oxigênio suplementar pode colocar os pacientes negros em maior risco de hipoxemia".


Morales entrou com a ação em 24 de dezembro em nome de todos os consumidores de Nova York que compraram um Apple Watch durante os prazos de prescrição (statute of limitations). Ele também processou em nome de residentes no Alasca, Arkansas, Idaho, Iowa, Mississippi, Carolina do Norte, Dakota do Norte, Utah e Wyoming sob as leis de fraude ao consumidor desses estados.


O processo também acusa a Apple de violações de garantia expressa, fraude e enriquecimento sem causa, alegando violações da Lei Comercial Geral de Nova York e das Leis Estaduais de Fraude ao Consumidor.



Este processo de 2022 não é a única reclamação que o Apple Watch enfrentou em relação à pele. Em 2015, usuários reclamaram que as tatuagens pretas nos pulsos interferiam no sensor cardíaco do dispositivo.


A Apple confirmou o problema em maio de 2015:


"Mudanças permanentes ou temporárias em sua pele, como algumas tatuagens, também podem afetar o desempenho do sensor de frequência cardíaca. (…) A tinta, o padrão e a saturação de algumas tatuagens podem bloquear a luz do sensor, dificultando a obtenção de leituras confiáveis".

Esses problemas ocorreram antes da adição do sensor de oxigênio no sangue, que a Apple adicionou à linha de produtos com o Apple Watch Series 6 em setembro de 2020.


Confira a petição completa:




Fonte: AppleInsider

27/12/2022 - 17h43

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