WWDC 26: Apple amplia controle parental e reforça proteção infantil no iOS 27
- Marcelo Dada

- 8 de jun.
- 4 min de leitura
Novos recursos permitirão aprovar contatos, sites e aplicativos, criar limites personalizados por categoria e ampliar a proteção contra conteúdos sensíveis, mantendo o foco em privacidade e processamento no próprio dispositivo.

A Apple anunciou nesta segunda-feira (8), durante a apresentação de abertura da WWDC 26, uma série de novidades voltadas à segurança de crianças e adolescentes em seus dispositivos. As mudanças chegam ao iOS 27, iPadOS 27 e macOS Golden Gate 27 e representam uma das maiores expansões já realizadas pela empresa em seus recursos de controle parental.
As novidades abrangem desde a configuração inicial de dispositivos infantis até o gerenciamento de aplicativos, contatos, navegação na internet e exposição a conteúdos potencialmente inadequados. Segundo a Apple, o objetivo é oferecer mais ferramentas para pais e responsáveis acompanharem a experiência digital dos filhos sem comprometer a privacidade dos usuários.

Configuração simplificada para contas infantis - Controle Parental
A empresa anunciou melhorias no processo de criação de contas para crianças. A configuração inicial passará a ser mais simples e rápida, permitindo que proteções adequadas à faixa etária sejam ativadas desde os primeiros momentos de uso do dispositivo.
Mesmo quando os responsáveis optarem por concluir a configuração completa posteriormente, o sistema aplicará automaticamente proteções apropriadas para menores de idade, reduzindo o risco de exposição a conteúdos inadequados.
Aprovação de contatos passa a ser obrigatória
Uma das principais novidades é a ampliação do controle sobre comunicações. Com o novo sistema, pais e responsáveis poderão determinar se a criança pode adicionar novos contatos livremente ou se será necessária uma autorização prévia. Caso a exigência esteja ativada, solicitações para conversar com novos contatos no Mensagens, FaceTime ou Telefone precisarão ser aprovadas pelos responsáveis.

Navegação na internet sob supervisão
Outra novidade é o recurso Ask to Browse, que expande o conceito do já conhecido Pedir para Comprar. Com ele, crianças poderão solicitar acesso a sites que normalmente estariam bloqueados pelos filtros de conteúdo. Os responsáveis receberão a solicitação e poderão aprovar ou negar o acesso diretamente de seus próprios dispositivos.
Mais controle sobre aplicativos
Pais e responsáveis poderão conceder exceções para determinados aplicativos mesmo quando eles ultrapassarem a classificação etária configurada para a conta da criança. A empresa afirma que isso permitirá maior flexibilidade para famílias que desejam liberar aplicativos específicos sem precisar alterar toda a configuração de conteúdo.
Outra mudança importante envolve o compartilhamento de faixa etária. Os responsáveis poderão autorizar que aplicativos recebam apenas a informação da faixa etária da criança, sem revelar a data de nascimento completa. Segundo a Apple, a medida busca ajudar desenvolvedores a oferecer experiências apropriadas para cada idade, preservando a privacidade dos usuários.
Tempo de Uso ganha novos recursos
O Tempo de Uso também foi atualizado. A ferramenta passa a oferecer opções mais avançadas para limitar o uso de aplicativos e categorias específicas. Os responsáveis poderão criar regras personalizadas para jogos, entretenimento, redes sociais e outros tipos de aplicativos.
A Apple também está incorporando orientações desenvolvidas com apoio de especialistas em desenvolvimento infantil para auxiliar famílias na definição de hábitos digitais mais equilibrados.

Segurança de Comunicação fica mais abrangente
A empresa anunciou ainda uma expansão da Segurança de Comunicação, recurso que já ajuda a proteger crianças contra conteúdos sensíveis.
Além de detectar imagens contendo nudez, o sistema passará a atuar em um número maior de cenários e oferecer proteção ampliada contra conteúdos considerados inadequados para menores.
A Apple reforçou que as análises continuam sendo realizadas diretamente no dispositivo. Imagens, vídeos e mensagens não são enviados para os servidores da empresa, e a Apple não recebe notificações sobre o conteúdo analisado.
Privacidade continua sendo o principal argumento
Durante a apresentação, a Apple enfatizou repetidamente que suas ferramentas de proteção infantil foram desenvolvidas com foco em privacidade. A empresa afirma que o processamento local continua sendo um dos pilares da plataforma, permitindo que verificações de segurança e classificação de conteúdo sejam realizadas sem a necessidade de compartilhar informações pessoais com terceiros.
A estratégia diferencia a abordagem da Apple de modelos adotados por outras empresas do setor, que frequentemente dependem de processamento em nuvem para executar recursos semelhantes.
Um movimento alinhado às discussões globais sobre segurança digital
As novidades chegam em um momento em que governos, reguladores e organizações de proteção à infância discutem formas de aumentar a segurança de crianças e adolescentes na internet.
Ao expandir significativamente seus controles parentais, a Apple busca posicionar seus sistemas como uma das plataformas mais completas para famílias, oferecendo ferramentas que combinam supervisão, proteção de conteúdo e privacidade em um único ecossistema.
Os novos recursos estarão disponíveis para testes nas versões beta destinadas a desenvolvedores e deverão ser liberados ao público junto com as versões finais do iOS 27, iPadOS 27 e macOS Golden Gate 27 ainda este ano.
Em seu site, a Apple reforça que esse tipo de análise é feito no próprio aparelho, sem que a empresa tenha acesso às mensagens ou ao conteúdo analisado. A companhia também afirma que a Segurança de Comunicação está ativada por padrão para crianças e pode ser configurada pelos pais em Ajustes > Tempo de Uso > Segurança de Comunicação.

Com as mudanças, a Apple tenta posicionar seus dispositivos como ferramentas mais seguras para crianças e adolescentes, em um momento em que o uso de celulares, redes sociais e aplicativos por menores de idade segue no centro do debate público. A empresa afirma que seu objetivo é oferecer mais proteção sem abrir mão da privacidade, mantendo boa parte do processamento diretamente no dispositivo.
Fontes: MacRumors e Apple
8/6/2026 - 15h50




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