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Aumento 'inevitável': iPhone pode ficar até US$ 270 mais caro devido à crise de memória e armazenamento

  • Foto do escritor: Rafael de Angeli
    Rafael de Angeli
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

A Apple aumentará seus preços para compensar o alto custo de memória e armazenamento, disse o CEO Tim Cook ao The Wall Street Journal. A Apple não consegue mais absorver os preços mais altos e precisará repassar parte do custo para os consumidores.


Apple Park, iPhone e memórias

"Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse Cook. "Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados ​​para nós e temos tentado proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável”.


Cook não especificou quais produtos terão aumentos de preço nem a magnitude desses valores. O iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, que serão lançados em setembro, podem ser mais caros que o iPhone 17 Pro e o iPhone 17 Pro Max. Os preços de iPads e Macs também podem subir em breve.


A Apple já aumentou o preço do Mac mini de US$ 599 para US$ 799 ao eliminar seu modelo mais básico. A empresa também eliminou diversas opções de Mac mini e Mac Studio topos de linha (com muita memória e muito armazenamento).


A crescente demanda por chips de memória e armazenamento por parte de empresas de IA levou à escassez desses componentes e ao aumento dos custos. O The Wall Street Journal sugere que a Apple precisará aumentar os custos de seus dispositivos "substancialmente" para manter suas margens de lucro atuais, dado o custo dos chips de memória e SSDs. A empresa de pesquisa TechInsights afirma que a Apple precisará encarecer o iPhone 18 Pro em cerca de US$ 270 para manter sua margem de lucro atual.


Dentro de um iPhone

A Apple está enfrentando dificuldades principalmente com chips de memória, mas os chips de armazenamento também são um problema. "Há menos oferta em um momento em que os consumidores desejam dispositivos e os fabricantes de memória estão repassando aumentos de preços exorbitantes", disse Cook ao The Wall Street Journal. O CEO afirmou que a Apple usará seus recursos financeiros para aumentar a oferta de memória, mas não deu detalhes sobre o que isso significa.


A Apple não planeja criar suas próprias fábricas de memória e armazenamento. "Não podemos fazer tudo", disse Cook. "Sabemos no que somos bons”.


Embora fabricantes de chips de memória como Samsung, SK Hynix e Micron estejam aumentando a capacidade de produção, grande parte desse aumento priorizará chips para servidores. A demanda por chips para dispositivos de consumo deve continuar superando a oferta. Ao mesmo tempo, a Apple precisa aumentar a quantidade de DRAM em seus dispositivos para suportar novos recursos de IA. Cook comparou a escassez de memória a uma enchente centenária. "Nunca vi nada parecido em nenhuma área em mais de 40 anos", disse ele.


Apple Store com produtos e um gráfico atrás

A Apple é uma das maiores compradoras de memória e armazenamento do mundo, mas provavelmente reluta em fechar os mesmos acordos que as empresas de IA. Esses acordos envolvem a assinatura de contratos plurianuais com um grande pagamento antecipado em dinheiro.


Diversas empresas já aumentaram seus preços, incluindo Samsung, Microsoft, Sony e Dell.



Fontes: The Wall Street Journal e MacRumors

21/6/2026 - 18h12

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