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  • Foto do escritorEduardo Galiani

Primeiro-ministro australiano: 'por segurança, desligue o iPhone por cinco minutos todas as noites'

Buscando ajudar os usuários a se protegerem de ataques de spywares, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, recomendou o reboot nos aparelhos, apoiado pela NSA e com base na análise de especialistas em segurança cibernética.

Montagem escrita spyware
Imagem: Reprodução/Avira

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, recomendou que os usuários desliguem seus iPhones por cinco minutos todas as noites, seguindo conselho de profissionais de segurança. A prática busca interromper qualquer spyware que possa estar sendo executado em segundo plano no dispositivo.


A ideia de que você deve periodicamente encerrar os aplicativos para melhorar o desempenho do iPhone tem sido um dos mitos persistentes entre os não especialistas em tecnologia, mas reiniciar o telefone é diferente. Ao fechar todos os processos em segundo plano, pode oferecer pelo menos algum grau de proteção de privacidade contra spywares.


A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) endossa o conselho dado pelo primeiro-ministro australiano, tendo já recomendado anteriormente o reinício completo dos smartphones pelo menos uma vez por semana pelo mesmo motivo.


No caso de spywares altamente sofisticados, como o ‘Pegasus’ da NSO, isso pode ter pouco efeito levando em conta que muito trabalho é dedicado à exploração de vulnerabilidades que permitem que o malware seja reiniciado logo após os reboots nos iPhones. No entanto, especialistas em segurança afirmam que pode valer a pena mesmo assim.


Logo do NSO GROUP
Imagem: Reprodução/CPO Magazine

O Dr. Priyadarsi Nanda, professor sênior na Universidade de Tecnologia de Sydney e especializado no desenvolvimento de segurança cibernética, afirma que reiniciar o telefone regularmente pode minimizar os riscos, pois fecha à força quaisquer aplicativos e processos em segundo plano que possam estar monitorando os usuários de forma maliciosa ou coletando dados.


"Se houver um processo sendo executado a partir do lado adversário, desligar o telefone interrompe a cadeia. Mesmo que seja apenas pelo tempo em que o telefone está desligado, certamente frustra o potencial invasor. Pode não proteger totalmente você, mas o reinício pode dificultar as coisas para os hackers".

MacBook com um hacker desenhado na tela

Arash Shaghaghi, professor de Segurança Cibernética em New South Wales, concorda, dizendo que isso coloca mais um obstáculo no caminho dos atacantes. Shaghaghi afirmou que, com os chamados ataques de "zero click" - ataques sofisticados que não requerem uma ação do usuário para que haja acesso - reiniciar um smartphone "pode desafiar os invasores, já que eles precisarão encontrar meios alternativos para explorar o dispositivo uma vez ligado novamente".


Logo da Apple com um cadeado

No mês passado, a Apple alertou as vítimas do Pegasus no primeiro caso conhecido do spyware sendo usado durante um conflito militar.



Fontes: 9to5Mac, CPO Magazine e Avira.com

25/6/2023 - 3h02

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